Entre as principais variedades utilizadas na elaboração, destacam-se a Chardonnay e a Pinot Noir, seja no método Charmat (mais leve e frutado) ou no método tradicional (com maior complexidade e cremosidade). Os espumantes têm grande aceitação em diversas faixas etárias e costumam marcar presença tanto em celebrações quanto no consumo cotidiano. Normalmente os vinhos são elaborados sem mistura de variedades em um mesmo recipiente e assim permanecem até o final da estabilização. Nessa fase, podem ser engarrafados como tal (são os chamados vinhos varietais) ou podem ser misturados com o objetivo de obter um produto mais harmônico, remediando o excesso ou a deficiência de certos componentes.
“Já usamos ferramentas de análise de dados para identificar padrões de consumo, processar uma grande quantidade de estudos e prever tendências e tomar decisões mais informadas. Embora essas ferramentas não sejam baseadas em IA generativa, representam um primeiro passo”, explica Magdalena Pesce da Wines of Argentina. Há sempre uma oportunidade de ampliar o mercado que tem a competição de outras bebidas como as cervejas e os destilados, hoje transformados em drinques espetaculares.
Vinhos Brasil: O Crescimento Surpreendente em 2025
“Brancos, rosés e espumantes são uma tendência mundial e isso reduz um pouco da sazonalidade, aquela coisa de que que a gente só consome no Brasil no inverno”, bem lembra Alexandre Magno. Vinhos brancos, de todas as origens e todos os preços, mas em especial os de maior valor, são apontados por todos como expoentes de vendas. Enquanto para Angélica Valenzuela, “nos últimos cinco anos o Brasil tem crescido em média 4% nas importações do Chile e hoje é nosso primeiro destino em volume e valor”. Descubra como o terroir de altitude da Serra da Mantiqueira, otimizado pela dupla poda na Vinícola Guaspari, cria vinhos frescos e complexos que se integram perfeitamente à gastronomia local. A vitivinicultura nacional teve início em 1532, quando Martim Afonso de Souza introduziu videiras da Ilha da Madeira à Capitania de São Vicente. O Estado de São Paulo foi pioneiro no cultivo da videira no país, porém enfrentou dificuldades devido à questão climática e pouco conhecimento técnico.
O Vinho sem Álcool está transformando o mercado e oferecendo novas oportunidades
Esta prática é recomendada para os vinhos tintos ou brancos (principalmente tintos) cuja estrutura química seja suficientemente complexa de modo a beneficiar-se da oxidação controlada que possibilita o contato com a madeira. Para serem aptos, os vinhos devem apresentar adequado teor alcoólico (entre 12°GL e 13°GL), baixa acidez volátil, alto extrato seco e ausência de qualquer defeito ou alteração que possam ser salientados no processo. Além disso, a madeira é fonte de taninos elágicos e de substâncias aromáticas que são transferidos ao vinho. Para a obtenção de cada 1ºGL de álcool, são necessários 17g/L de açúcar na uva.
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SV TÁ ON: o novo momento da M.Dias Branco no mercado
Por outro lado, os custos mais elevados das técnicas de produção nem sempre são reconhecidos pelos consumidores, afetando margens e prejudicando a percepção de valor. Essa técnica têm o objetivo de aumentar o percepção de corpo da bebida, que por vezes é feito com com a adição de açúcares. Consequentemente, atende consumidores preocupados com a saúde e interessados em opções menos calóricas. Além disso, os avanços tecnológicos tornam os produtos mais atrativos e próximos da experiência tradicional do vinho. Para os apreciadores da bebida, não é apenas um item gastronômico, mas um elemento que agrega valor a momentos especiais. A harmonização com pratos específicos e a degustação em eventos temáticos são estratégias que vêm sendo adotadas para estimular ainda mais o interesse do público.
Variedades como Cabernet Sauvignon e Malbec destacam-se entre as favoritas, devido a sua capacidade de produzir vinhos estruturados, intensos e com boa presença de taninos. Ainda assim, dependendo das técnicas de vinificação empregadas, essas mesmas uvas podem resultar em rótulos mais leves e macios, agradando a um público mais amplo. A história e a tradição desempenham um papel crucial na produção de Zinfandel, especialmente em vinícolas de pequenas produções. Muitos produtores são apaixonados por suas raízes familiares e pela herança vinícola, o que se reflete na qualidade de seus vinhos. Essa conexão com o passado não apenas enriquece o sabor do vinho, mas também proporciona uma narrativa que os consumidores valorizam, tornando a experiência de degustação ainda mais significativa. Nos últimos anos, o mercado de vinhos no Brasil tem mostrado um crescimento significativo, atraindo a atenção de vinícolas internacionais e consolidando-se como um destino promissor para o setor.
— As vinícolas no exterior estão olhando para mercados como o Brasil com potencial de crescimento. Se olharmos o consumo em Portugal, por exemplo, onde já é de 58 litros anuais por habitante, ainda temos muito espaço para crescer no consumo. Hoje, os vinhos de Chile, Portugal e Argentina são a bola da vez, mas já estamos nos preparando para o avanço de marcas de entrada de Espanha, Itália e França. Mas há sempre uma nova leva de consumidores entrado na categoria desde a pandemia. Investir em novas ocasiões de consumo, oferecendo experiências e não apenas produto, pode ser um bom caminho para o crescimento. As importações brasileiras de vinhos e espumantes em 2024 atingiram US$ 521 milhões, totalizando 17,6 milhões de caixas de doze garrafas.
Vinícolas estrangeiras buscam mercado brasileiro devido ao potencial de crescimento. Investimentos e variedade de rótulos impulsionam o setor, com previsão de aumento de 15% nas vendas em 2024. Aumento do interesse estrangeiro no mercado brasileiro é destacado, com atenção para a diversificação de regiões fornecedoras. A preferência por uvas conhecidas e estratégias de mercado visam expandir a distribuição. Inovações e eventos impulsionam o crescimento do consumo, especialmente entre os jovens. A previsão de alta na importação de vinhos é de 15%, com foco na diversificação de rótulos e na busca por consumidores brasileiros.
Escrevemos sobre harmonizações, histórias de vinícolas e dicas que ajudam nossos clientes. Apaixonada por vinhos, viagens e boas histórias.Explorar o mundo através de uma taça de vinho é o que me inspira. Sou jornalista especializada em enogastronomia, e desde que conheci o universo dos vinhos, nunca mais parei de estudar, provar e escrever. No blog da Cave Royale, trago guias acessíveis, histórias de vinícolas e dicas para transformar cada garrafa em uma experiência.
“Este é um problema que temos de enfrentar com seriedade e encontrar uma solução, pois não é sustentável”, refere o responsável. Um pouco influenciados pela rede europeia de cidades produtoras de vinho, a Recevin, vários municípios nacionais, ligados a este setor, constituíram em 2007 a AMPV – Associação de Municípios Produtores de Vinho. O objetivo principal desta associação é desenhar uma estratégia comum e trabalhar em rede aquilo que cada município já fazia para a promoção do vinho, trabalhando sobretudo a questão do território. Esse novo público vê no vinho sem álcool não apenas uma alternativa saudável, mas também uma maneira socialmente aceitável de participar em eventos sociais e profissionais, ampliando as ocasiões de consumo. Desde 2023, todos os vinhos comercializados na União Europeia devem exibir a declaração nutricional, a lista de ingredientes e, no caso dos vinhos com teor alcoólico inferior a 10%, a data de durabilidade mínima ou data-limite de consumo.
Investir em tecnologia e oferecer visitas e degustações personalizadas está atraindo mais visitantes”, conta o diretor. Assistimos ao crescimento das exportações de vinhos, com consequente aumento em volume e receita, alcançando dezenas de países, o que demonstra uma crescente demanda no exterior. Iniciativas de programas como Wines of Brazil, da ApexBrasil, promovem ativamente os vinhos nacionais em feiras e missões internacionais, aumentando a visibilidade e abrindo novos mercados. Esta exposição internacional abre portas para o enoturismo, que cresce acima da média global, fortalecendo marcas e produtos, que são moedas valiosas no mercado premium.
O ideal para a conservação e qualidade do vinho é que o mesmo contenha cerca de 12ºGL. Para tanto, a uva madura deveria conter mais de 200g/L de açúcar, ou cerca de 22°Brix. Esta prática, denominada chaptalização, é empregada em vários países onde as comprar vinho condições naturais de cultivo da videira não permitem o acúmulo de quantidade adequadas de açúcar na uva madura. A legislação brasileira estabelece que a chaptalização não deve ultrapassar a correção máxima de 3 °GL.